A falta de plano de carreira deixou de ser um “incômodo” e passou a ser um dos principais motivos para a troca de emprego no mercado de trabalho brasileiro. Para Recursos Humanos, T&D (Treinamento e Desenvolvimento) e lideranças, isso significa que falar somente em salário e benefícios já não sustenta a permanência dos profissionais. O que pesa, cada vez mais, é a percepção de futuro: onde posso chegar aqui dentro e como a empresa vai me apoiar nesse caminho?
Um levantamento recente divulgado pelo Valor Econômico, a partir do relatório global “People at Work 2025”, mostra que 96% dos 38 mil profissionais consultados afirmam não aprender novas habilidades no emprego atual, e a falta de oportunidades de evolução aparece como principal fator de estagnação para 26% dos entrevistados.
Esse cenário reforça a análise publicada pelo LinkedIn News Brasil em 2026, que aponta a falta de plano de carreira como um dos grandes motores da rotatividade de trabalhadores no país.
Em outras palavras: ausência de plano de carreira e baixa oferta de desenvolvimento andam juntas, empurrando profissionais qualificados para a troca de emprego.
Falta de plano de carreira, T&D e decisão de sair
A combinação de pouco aprendizado, escassez de Treinamento e Desenvolvimento e estruturas de carreira pouco claras tem efeitos diretos no comportamento dos profissionais:
- Sensação de estagnação
Quando o colaborador não enxerga possíveis movimentos internos, não vê trilhas de crescimento e ainda percebe que não está desenvolvendo novas habilidades, a leitura é simples: para crescer, será necessário sair da empresa.
- Desconexão com o mercado de trabalho
Em um momento em que se fala tanto em requalificação e atualização constante, profissionais sentem que ficar em um ambiente sem T&D consistente representa risco para sua empregabilidade futura. Isso acelera a busca por novas oportunidades.
- Pressão sobre recrutamento e seleção
A falta de plano de carreira aumenta o turnover, especialmente em cargos-chave, e exige reposições frequentes. Isso sobrecarrega o time de recrutamento e seleção e eleva o custo de contratação de talentos, impactando diretamente o resultado do negócio.
- Desvalorização percebida
Sem plano de carreira e com pouca oferta de Treinamento e Desenvolvimento, muitos profissionais interpretam que a empresa não está interessada em seu crescimento. O vínculo emocional enfraquece, facilitando a decisão de aceitar propostas externas.
O impacto direto no recrutamento, na contratação de talentos e na imagem da empresa
A falta de plano de carreira afeta toda a jornada do colaborador e começa antes da contratação:
- Atração de talentos mais difícil
Candidatos, especialmente em posições técnicas e estratégicas, querem entender desde o processo seletivo quais são as possibilidades de carreira, como funciona a movimentação interna e quais programas de T&D existem. Quando o RH não tem respostas claras, a empresa perde competitividade no mercado de trabalho.
- Contratações que não se sustentam
Mesmo quando a contratação ocorre, a falta de caminho futuro leva à saída precoce, transformando cada processo seletivo em uma solução de curto prazo. Recrutamento e seleção passam a atuar no modo emergencial, em vez de apoiar o crescimento sustentável do negócio.
- Marca empregadora fragilizada
A percepção de ausência de plano de carreira e de Treinamento e Desenvolvimento aparece em avaliações públicas e conversas de bastidor. Em um cenário em que o acesso à informação é rápido, isso pesa muito na decisão de aceitar ou recusar uma proposta.
Plano de carreira + T&D: o eixo central da retenção em 2026
Os dados recentes reforçam que não basta anunciar “temos plano de carreira” ele precisa ser concreto e sustentado por ações de Treinamento e Desenvolvimento:
- Plano de carreira como mapa
Definição clara de cargos, etapas de crescimento, competências necessárias, exemplos de movimentações internas e prazos aproximados. O colaborador precisa enxergar rotas possíveis.
- T&D como ponte para o próximo nível
Se o profissional sabe o que precisa desenvolver para avançar, T&D entra como o conjunto de ferramentas: trilhas de aprendizagem, programas técnicos, formação de liderança, mentoring, acompanhamento de performance, entre outros. Sem isso, o plano vira apenas discurso.
- Integração com recrutamento e seleção
Processos seletivos que já apresentam o plano de carreira e as possibilidades de Treinamento e Desenvolvimento ao candidato criam um vínculo diferente desde o início. A contratação de talentos deixa de ser “preencher vaga” e passa a ser construir trajetórias.
- Atualização constante com o mercado de trabalho
Tanto o desenho de carreira quanto as ofertas de T&D precisam ser atualizados com base nas mudanças tecnológicas, nas exigências de cada segmento e nas novas habilidades valorizadas pelo mercado.
O papel do RH e de T&D na redução da troca de emprego
RH e T&D assumem protagonismo na conexão entre plano de carreira, desenvolvimento e retenção:
- Mapeamento de trilhas e gaps de habilidades
O RH, em parceria com líderes, identifica quais trilhas fazem sentido para cada área e quais competências são críticas. T&D, então, estrutura programas que apoiem cada etapa da jornada de carreira.
- Uso de dados para antecipar saídas
Motivos de desligamento, participação em ações de Treinamento e Desenvolvimento, tempo de permanência em cargos e disponibilidade de trilhas de carreira podem ser analisados em conjunto para identificar riscos de evasão e ajustar a estratégia.
- Fortalecimento das conversas de carreira
Líderes precisam ser preparados para falar de desenvolvimento com transparência. Programas de T&D voltados à liderança ajudam a alinhar expectativas, traduzir o plano de carreira em ações concretas e construir planos individuais mais realistas.
- Comunicação clara e recorrente
Não basta ter um plano formal e agendas de T&D; é fundamental comunicar onde o colaborador encontra as trilhas, como se inscreve em treinamentos, como solicitar movimentos internos e de que forma será avaliado ao longo do percurso.
MSA RH: recrutamento, T&D e carreira em uma visão integrada
A MSA RH acompanha de perto, há mais de 30 anos, a relação entre falta de plano de carreira, baixa oferta de T&D e aumento da troca de emprego em posições estratégicas e de alta qualificação.
Na prática, a atuação da MSA RH se conecta a esse desafio em três dimensões principais:
- Recrutamento e seleção com foco em trajetória
A MSA RH conduz processos de recrutamento e seleção avaliando não apenas aderência técnica e comportamental, mas também o potencial de desenvolvimento do profissional dentro da organização. Isso permite contratações mais alinhadas às trilhas de carreira já existentes ou em construção.
- Alinhamento com iniciativas de Treinamento e Desenvolvimento
De forma sutil e integrada, a MSA RH incorpora, na comunicação com candidatos, as oportunidades de T&D que a empresa oferece, reforçando a imagem de um ambiente que apoia o aprendizado contínuo e o crescimento profissional.
- Insights para fortalecer planos de carreira e T&D
A partir da leitura de mercado e da exposição a diferentes segmentos, a MSA RH contribui com recomendações que ajudam o RH a aproximar seu plano de carreira da realidade competitiva atual e a conectar melhor os programas de Treinamento e Desenvolvimento às necessidades dos talentos.
Ao posicionar plano de carreira, recrutamento e T&D como partes de uma mesma estratégia, a MSA RH se consolida como referência no mercado de trabalho para empresas que desejam reduzir a troca de emprego, qualificar a contratação de talentos e construir jornadas de carreira mais claras, atrativas e sustentáveis.





